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Novos postos deverão instalar bombas com recuperação de vapores. Já está valendo !

 quarta, 09 de outubro 2019

Novos postos deverão instalar bombas com recuperação de vapores. Já está valendo !

Desde que a repressão ao crime de adulteração de combustíveis se intensificou, as fraudes envolvendo bombas de abastecimento se multiplicaram.

Vulnerável à ação de criminosos, o equipamento tem sido alvo de diversos tipos de fraudes por meio da instalação de componentes eletrônicos que reduzem a quantidade de combustível abastecido. Para aumentar a confiabilidade das bombas de combustíveis e impedir a violação por fraudadores, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) aprovou um Regulamento Técnico Metrológico (RTM) por meio da Portaria 559/2016que prevê a substituição de todas as bombas de combustíveis fabricadas até 2019 por novos modelos dotados de tecnologia que incorporam princípios de criptografia assimétrica.

De acordo com Bruno Rosas, diretor da Gilbarco Veeder-Root, desde que foi lançado este RTM todos os fabricantes de bombas têm se reunido com o Inmetro e a Abimaq para entender qual é a tecnologia que deve ser utilizada. “Essa tecnologia já foi alinhada e já existe uma certificação pronta, mas esse processo de implantação que era para acontecer em 31 de dezembro foi adiado para o ano que vem”.

O motivo, segundo ele, é que o Inmetro está testando qual o tipo de criptografia que será utilizado. “Só falta definir a tecnologia da criptografia, pois todo o restante está pronto. Assim que sair o regulamento com o chip a ser utilizado, todos os fornecedores estarão aptos a testar e, posteriormente, colocar no mercado”.

O diretor da Gilbarco ressalta, ainda, que este modelo será totalmente inviolável.

A tecnologia não permite que seja alterado qualquer componente da bomba. Cada pulser que vai sobre os blocos medidores (onde faz a medida do volume vendido) são protegidos e não podem ser retirados. Se eventualmente o medidor quebrar e precisar ser retirado, será necessário comunicar o órgão certificador, que liberará um novo para ser colocado”.

Em termos de tecnologia, Rosas afirma que esta é a mais avançada que existe no mundo com relação à proteção de fraude. “Após o lançamento, a troca será escalonada e em 15 anos todo o parque de bombas será renovado”, finaliza.

Saiba mais – A portaria 559 do Inmetro, publicada em dezembro de 2016, estabelece que as bombas em uso nos postos de combustíveis deverão ser retiradas do mercado no prazo de 6 a 15 anos, de acordo com o ano de fabricação. Para bombas fabricadas em 2004, por exemplo, o prazo para substituição é de 72 meses. Já para os equipamentos fabricados até 2019, o prazo é de 180 meses, após a data de publicação da portaria (dezembro/2016)

Novos postos deverão instalar bombas com recuperação de vapores a partir de setembro

Desde o início de setembro deste ano, todos os postos de combustíveis que iniciaram as suas operações já devem contar com um novo modelo de bomba com sistema de recuperação de vapores.

O objetivo é proteger frentistas e consumidores em geral da exposição ao benzeno.

A obrigatoriedade consta na Portaria 1.109/2016, do Ministério do Trabalho, e também nas portarias 559/2016 e 294/2018, do Inmetro.


A segurança do novo sistema já foi pensada para que o abastecimento seja feito por consumidores, caso um dia o self-service venha a ser liberado no País.

Cronograma –  De acordo com a Portaria 1109/2016, as bombas fabricadas antes de 2016 devem ser substituídas até 2027. Já os modelos anteriores a 2011 devem ser trocadas até 2026. As que foram produzidas antes de 2007 devem ser trocadas até setembro de 2024. As bombas de 2004 para trás devem ser substituídas até setembro de 2022.

Fonte: Revista Postos e Serviços